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Tomografia de Coerência Óptica

Tomografia de Coerência Óptica (OCT)

A tomografia de coerência óptica (OCT) aplicada ao olho humano (e mais especificamente à retina) é um exame complementar de diagnóstico em que através da emissão de um feixe de luz, sobre as estruturas oculares que se pretendem estudar, permite a obtenção de imagens da retina segundo o grau de absorção da luz dos tecidos. As imagens obtidas (cortes transversais) são de elevada resolução possibilitando visualizar em tempo real e de forma não invasiva (não exige dilatação da pupila) os tecidos, avaliar a sua integridade e perfil, efetuar medições de espessura e acompanhar a evolução das alterações oculares na existência de doença e a sua resposta aos tratamentos.

 

O exame mais próximo em termos de estudo das estruturas oculares que existia até ao aparecimento do OCT era a ultra-sonografia (ecografia) cuja resolução é de cerca de 150 micras. A resolução de um OCT de última geração (SD-OCT) pode variar entre os 2 e os 10 micras, e ganhou, nos últimos anos, uma grande importância pela sua grande precisão e utilidade clínica mas também por não ser invasivo.

 

Dentro das doenças oculares que mais beneficiaram com a invenção do OCT, e também entre as mais frequentes na população portuguesa, estão incluídas a degenerescência macular ligada à idade, o edema macular em todas as suas variantes e contextos (sendo o mais frequente o edema macular diabético), as membranas epiretinianas, os buracos maculares e os descolamentos da retina.

 

Pela sua elevada resolução é também muito utilizado no estudo do nervo óptico (e da camada de fibras nervosas), permitindo um diagnóstico mais precoce quando comparado com as técnicas mais antigas, no estudo do segmento anterior ocular e é também aplicado no estudo de doenças inflamatórias que afectam a retina.

 

 

Retirado de «Guide to Interpreting Spectral Domain Optical Coherence Tomography», Bruno Lumbroso e Marco Rispoli, I.N.C. Innovation-News-Communication®


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